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Florianópolis é a capital brasileira com maior êxito em site de crowdfunding

28/01/2014

Florianópolis é a capital brasileira com maior êxito em site de crowdfunding Green Multimídia/Divulgação

Músico François Muleka usou a plataforma para financiar o disco “Feijão e Sonho” em 2012 Foto: Green Multimídia / Divulgação

No que depender do entusiasmo coletivo, a cultura e as artes de Santa Catarina já podem se considerar dotadas de uma recente, porém funcional e bem-aceita, maneira de arrecadar fundos para viabilizar projetos.
Há três anos no ar, a mais popular plataforma de financiamento colaborativo online, Catarse.me, divulgou relatório que aponta o Estado como o quinto no Brasil em número de propostas colocadas no ar, e Florianópolis como a capital brasileira com maior índice de êxito – isto é, com a maior proporção de projetos que alcançaram suas cotas de financiamento.

Ao todo a capital catarinense conseguiu viabilizar 49 de 63 projetos disponibilizados pela plataforma, com cerca de 5 mil apoiadores e R$ 365 mil distribuídos. Nacionalmente a área que mais arrecadou desde 2011 foi a música, com mais de R$ 3 milhões pagos por 26 mil pessoas a 373 projetos.

– Música é uma categoria de sucesso, por várias razões. Financiamento coletivo é juntar pessoas para dividir os custos para realizar ideias. Música reúne muita gente, em torno de benefício claro e emocionante, como a gravação de um CD. Só é preciso o mínimo de interessados pra que o projeto seja bem-sucedido. Nesse sentido, a categoria se beneficia bem da chamada cauda longa – explica o coordenador de comunicação do Catarse.me, Felipe Caruso.

Outro fator que contribui para o êxito dos projetos musicais são as mudanças recentes que atingiram a indústria fonográfica, com a crise das grandes gravadoras e a ascensão do mercado digital.
Neste contexto, a autogestão – ser “dono” do próprio trabalho, sem depender de grandes corporações – se tornou atraente para muitas bandas. Um caso recente foi o da banda Raimundos, que em agosto utilizou o Catarse para financiar seu novo álbum, Cantigas de Roda, arrecadando R$ 123 mil – detalhe: o projeto só precisava de 55 mil para ser realizado.

– O financiamento colaborativo foi a melhor ferramenta que encontramos dentro da lógica do mercado. As gravadoras não têm mais interesse em lançar disco. Eles lançam, mas querem é ganhar em cima do show. Foi fantástico ver a forma como o público respondeu – afirmou Canisso, baixista do grupo, durante a última edição do Planeta Atlântida SC.

Santa Catarina tem site próprio

Depois do Catarse, outras plataformas de crowdfunding começaram a surgir no Brasil, algumas dedicadas exclusivamente à música – caso do Queremos! e do catarinense TodosPor. Entre os projetos financiados por este último estão o show do norte-americano Stephen Malkmus, realizado em Florianópolis em maio, e o novo álbum do trio Skrotes, Nessun Dorma.

– O principal motivo para escolhermos o financiamento colaborativo foi a questão financeira, porque hoje em dia o artista trabalha mais do que recebe. Concluímos que era uma forma interessante de voltar com a banda e custear o novo disco, então tentamos agregar brindes e serviços que fossem além da música para os apoiadores – explica Guilherme Ledoux, baterista dos Skrotes.

Diversos artistas de SC utilizaram a mesma estratégia para viabilizar a gravação de CDs. Quando o Catarse estava há apenas poucos meses no ar, em agosto de 2011 a cantora Tatiana Cobbett colocou no ar o projeto Sonora Parceria, arrecadando pouco mais que os R$ 12 mil necessários para custear o disco com seis músicas.
Deu tão certo que ela repetiu a ação em 2012, para a finalização de outro disco. O músico François Muleka, radicado no Estado, também já utilizou o Catarse para financiar a gravação do álbum Feijão e Sonho, em 2012.
Números do Catarse.me

Nacional 1.608 projetos 898 bem-sucedidos 108 mil apoiadores R$ 13,5 milhões arrecadados Outros 66 projetos atualmente no ar Música: 373 projetos e R$ 3,1 milhões Cinema: 374 projetos e R$ 2,5 milhões

 

Fonte : http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/variedades/noticia/2014/01/florianopolis-e-a-capital-brasileira-com-maior-exito-em-site-de-crowdfunding-4402564.html

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Crowdfunding: a moda do financiamento coletivo pegou

31/01/2014

Em 2013, mais de US$ 6 bilhões foram arrecadados via vaquinhas virtuais

Crowdfunding: a moda do financiamento coletivo pegou Capu/Agência RBS

Foto: Capu / Agência RBS
Capu, enviado especial, São Paulo

capu@kzuka.com.br

Nesta quinta-feira, um dos assuntos que mais chamou a atenção dos nossos campuseiros na Campus Party, em São Paulo, foi a que tratou de crowdfunding, com a empresária Candice Pascoal, do site kickante.com.br.

Em 2012, os projetos que acreditaram na “vaquinha” coletiva arrecadaram mais de US$ 2,8 bilhões em investimentos. Ano passado, o valor dobrou e chegou a R$ 6 bilhões – em mais de 1 milhão de projetos que saíram do papel.

Segundo Candice, a motivação desse tipo de negócio vem muito da expectativa para o lançamento, da aventura da compra, da exclusividade de receber o produto antes (no caso dos investidores) e também da satisfação por fazer parte do sucesso.

As causas sociais são o carro chefe das vaquinhas virtuais, somando mais de 30% dos projetos. Mas os investimento em games foram os que mais arrecadaram ano passado. Alguns jogos esperavam poucas dezenas de dólares e arrecadaram milhões!

Dicas para quem quer pensar na vaquinha virtual:

* Metas realistas e baixas: qualquer contribuição vale e a maioria das pessoas não ajuda com mais de R$ 50

* Vídeos curtos e objetivos: nos primeiros 30 segundos a galera já precisa entender teu projeto

* Investimento em mídia no Facebook: a rede pode alavancar teu projeto

* Mapeamento do networking: descubra quem do seu círculo pode investir em você

* Liste e peça ajuda de blogs que transitem no mesmo universo do seu projeto

 

Fonte : http://kzuka.clicrbs.com.br/geek-me/noticia/2014/01/crowdfunding-a-moda-do-financiamento-coletivo-pegou-4405920.html

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Minhocão ganha jardim vertical pioneiro no Brasil

Às margens do Elevado Costa e Silva, em São Paulo, edifício residencial ganha o primeiro jardim vertical em “empena cega” do Brasil

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Minhocão ganha jardim vertical pioneiro no país: formada por quase cinco mil mudas, parede verde de 220 m² foi montada em prédio residencial às margens do Minhocão

Redução da poluição, isolamento acústico e diminuição da temperatura são apenas alguns dos benefícios que os jardins verticais podem trazer às áreas urbanas e que serão cada vez mais percebidos pelos moradores da região do Minhocão.

Neste mês de dezembro, o Elevado Costa e Silva, umas das áreas mais cinzas e barulhentas da capital paulista, ganhou o primeiro jardim vertical do Brasil construído em uma “empena cega” – nome dado àqueles paredões dos prédios que não possuem janelas, onde eram colocados anúncios publicitários, antes da Lei Cidade Limpa ser aprovada na cidade de São Paulo, em 2007.

Formada por quase cinco mil mudas, de 19 diferentes espécies – o que garante um belo colorido ao mosaico -, a parede verde de 220 m² foi montada, em 15 dias, em um prédio residencial localizado às margens do Minhocão, no largo Padre Péricles, próximo à avenida Francisco Matarazzo.

O projeto foi idealizado pela Escola São Paulo e pelo Movimento 90º – iniciativa que reúne paisagistas, arquitetos, administradores, advogados, engenheiros e empresários que defendem a instalação de jardins verticais nos centros urbanos em prol de cidades com mais verde.

DÁ PARA FAZER MUITO MAIS… Criador do projeto, o paisagista Guil Blanche mapeou outras edificações no centro expandido de São Paulo onde os jardins verticais poderiam ser instalados e concluiu que existem cerca de 500 “empenas cegas” aptas a receber as paredes verdes. Apenas na região do Minhocão, são 140 paredões que podem ser usados pela iniciativa.

O maior empecilho ainda é o custo do projeto. Com necessidade de sistema automático de irrigação e fertilização para manter as plantas vivas, os jardins custam a partir de R$ 800 por m² de empena. Mas Guil Blanche dá a dica: o valor não precisa ser pago pelos moradores dos prédios. É possível arrecadar dinheiro em sites de crowdfunding na internet ou mesmo por meio de patrocínio, como aconteceu no projeto-piloto feito no Minhocão.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cidade/minhocao-ganha-jardim-vertical-pioneiro-brasil-cidades-verdes-763572.shtml

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Kickante: crowdfunding brasileiro diferente e com equipe em outros países

Estudo recente do Banco Mundial (confira) constatou que o crowdfunding (financiamento coletivo via websites) é uma indúsitra bilionária: sozinho, o maior site de crowdfunding, o norte-americano Kickstarter, já movimentou mais de 815 milhões de Dólares. São mais 343 sites similares nos Estados Unidos, 87 no Reino Unido, 53 na França e 17 no Brasil.

Por aqui, conhecemos melhor Benfeitoria, Catarse (que lidera no Brasil, já tendo movimentado mais de 4,1 milhões de Dólares), Idea.me (6 países latinos), Impulso, Movere, Pontapés, Kolmea e a filial do americano WhenYouWish, mas poderíamos ainda citar Mineo (crowd-creation) e EuSócio (crowd-equity).

Agora, surgiu mais um site brasileiro, o Kickante. Também com foco em projetos culturais e de empreendedorismo, o site traz alguns diferenciais, como o parcelamento das contribuições (o projeto recebe de uma vez, mas o contribuidor pode parcelar no seu cartão). O site também oferece – da mesma forma que o WhenYouWish – a possibilidade da conclusão parcial dos projetos (mesmo que não recebam a meta total de contribuições, e caso os contribuidores concordem, o projeto recebe os valores parciais).

Confira mais aqui